Está no ar no A Voz do Mato dois novos textos; uma resenha sobre o filme Não estou lá, cinebiografia pouco convencional da vida e carreira de Bob Dylan dirigida por Todd Haynes, e um maravilhoso artigo do professor Orivaldo Leme Biaggi sobre os clássicos álbuns da história do rock que surgiram nos anos 60.
Valeu a pena conferir!
Leia lá e comente aqui, se tiver alguma sugestão ou crítica é só mandar um e-mail para tcapodeferro@avozdomato.com.br
Me siga no Twitter para ficar a par das atualizações da Nova Vitrola e da A Voz do Mato.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
sábado, 28 de março de 2009
A Voz do Mato
Depois de quase sete meses, eis que a Nova Vitrola está de volta. O longo tempo sem postar nada tem nome. A Voz do Mato. Trata-se do site sobre a cultura independente do interior paulista, projeto do meu TCC, no qual trabalhei todo o segundo semestre do ano passado.O site está no ar, e a partir de segunda-feira terá atualizações frequentes, com artigos, resenhas de shows, filmes e discos e opinião de quem entende do assunto. Para buscar a linha editorial do site, estudei e usei bastante os princípios da contracultura. Então quem entrar lá pode esperar um ponto de vista crítico sobre diversos assuntos.
A idéia era fazer um site bem simples, fácil de navegar e de carregar, nada de parafernalhas e janelinhas pipocando na tela. Com o tempo, uns ajustes serão feitos no layout, mas nada que mude muito a identidade.
O nome A Voz do Mato é em alusão ao esteriótipo que o interior carrega. Certa vez um amigo se surpreendeu quando eu disse que gostava de música independente, e disse "mas lá no meio do mato tem dessas coisas?" É uma resposta aos que acham que interior é sinônimo apenas de vaquinhas no pasto. Existe sim um movimento independente forte, com gente que tem algo a dizer batalhando para ser ouvido.
Quem se interessar em colaborar, seja escrevendo ou estabelecendo parcerias de divulgação, é só mandar um e-mail para tcapodeferro@avozdomato.com.br, ou entrar em contato por aqui mesmo. Vejam, leiam, critiquem, mas ouça também o que A
Voz do Mato tem a dizer.Ah sim, a partir de hoje, a Nova Vitrola também volta com força total, com atualizações sobre as bizarrices (ou não) cotidianas nossas de cada dia.
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Contracultura
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Votar pra quê?

“Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo.”
Esta é uma das definições de democracia, o regime sob o qual vivemos. O princípio básico de democracia é que o povo eleja seus representantes, para que estes intercedam por ele junto ao poder público. Como estamos em ano eleitoral, vem a pergunta: Tem alguém defendendo nossos interesses, seja no Planalto Central, seja na Câmara de vereadores ou na prefeitura da sua cidade?
A resposta parece óbvia: Não! Ainda mais com tantos escândalos que não param de estourar nos jornais; mensalão, corrupção e suborno são algumas das palavras que têm sido freqüentemente associadas à política. Realmente, existem muitos políticos corruptos e incompetentes, e ai vem outra pergunta: Mas será que o povo, na hora de votar, está escolhendo direito?
Vamos lá. Nas últimas eleições para deputado federal, o já falecido deputado Enéas Carneiro, fundador do PRONA, foi reeleito com votação recorde. Em oito anos na câmara dos deputados ele teve uma atuação apenas discreta. O que justifica, então, o número recorde de votos? Suas propostas, seu trabalho ou seu conhecido jeito folclórico?
Outro exemplo é o deputado do PL, Valdemar Costa Neto. Foi provado que ele estava envolvido no escândalo do mensalão, revelado em 2005. Para não ser cassado e perder seus direitos políticos ele se aproveitou de uma brecha na Lei, e renunciou ao cargo. Dessa maneira, ele pôde se candidatar nas eleições do ano seguinte, e acabou eleito novamente.
É comum generalizar, e na época da eleição dizer que “político é tudo igual então vou votar em qualquer um e anular meu voto.” As coisas não devem ser vistas desse modo. Existem maus políticos, mas também existe gente séria, que leva o seu ofício e seu cargo a sério.
O princípio de democracia pode até ficar apenas na teoria, mas o voto ainda é o único meio de se melhorar o país. Não adianta ler todos os dias sobre os escândalos nos jornais, se indignar e reclamar se no dia das eleições você jogar seu voto fora, seja anulando, seja “votando em qualquer um” ou vendendo seu voto em troca de brindes e favores.
A credibilidade dos nossos políticos está sim em baixa, por isso é necessário olhar com atenção, ver as propostas e o histórico de cada candidato, desconfiar. Se o seu candidato for eleito, cobre-o! Exija os resultados que ele prometeu! Afinal, o voto é nossa única arma, só temos que tomar cuidado para não nos matarmos com ela.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Dave Grohl, o estivador do rock

Dave Grohl é um dos caras mais talentosos do rock. Baterista fora do comum, guitarrista, vocalista e compositor, Dave se mostra um músico acima da média. Você pode até não gostar nem de Nirvana nem de Foo Fighters, mas o talento dele é inegável.
Dave tem uma casa-estúdio, onde os Foo Fighters gravam seus álbuns. Foi lá que ele gravou a primeira demo da banda, onde tocou todos os instrumentos e também cantou. O Foo Fighters grava seus álbuns neste estúdio, e só depois os vendem para a gravadora, que divulga e faz o lançamento.
Ou seja, ela não participa do processo de criação, então não há pressão para que o álbum seja feito desse ou daquele jeito. Eles são gravados do jeito que a banda acha melhor, e isso faz uma baita diferença.
Mas o que mais chama a minha atenção em Dave Grohl é que, mesmo depois de ter alcançado o sucesso numa banda que virou lenda, ele teve fôlego para tocar outro projeto (no caso, o Foo Fighters) bem sucedido. E conseguiu isso sem recorrer ao seu passado na banda de Kurt Cobain; o Foo Fighters não toca músicas do Nirvana em seus shows, nem nunca regravou nada deles.
Dave conseguiu novamente se destacar no meio musical, mesmo tendo ficado, no bom sentido, marcado como "o baterista do Nirvana". Já li muitas entrevistas dele dizendo que não queria ser lembrado apenas dessa maneira, mas sim como "o vocalista e guitarrista do Foo Fighters". Parabéns, Dave, você conseguiu!
Dave tem uma casa-estúdio, onde os Foo Fighters gravam seus álbuns. Foi lá que ele gravou a primeira demo da banda, onde tocou todos os instrumentos e também cantou. O Foo Fighters grava seus álbuns neste estúdio, e só depois os vendem para a gravadora, que divulga e faz o lançamento.
Ou seja, ela não participa do processo de criação, então não há pressão para que o álbum seja feito desse ou daquele jeito. Eles são gravados do jeito que a banda acha melhor, e isso faz uma baita diferença.
Mas o que mais chama a minha atenção em Dave Grohl é que, mesmo depois de ter alcançado o sucesso numa banda que virou lenda, ele teve fôlego para tocar outro projeto (no caso, o Foo Fighters) bem sucedido. E conseguiu isso sem recorrer ao seu passado na banda de Kurt Cobain; o Foo Fighters não toca músicas do Nirvana em seus shows, nem nunca regravou nada deles.
Dave conseguiu novamente se destacar no meio musical, mesmo tendo ficado, no bom sentido, marcado como "o baterista do Nirvana". Já li muitas entrevistas dele dizendo que não queria ser lembrado apenas dessa maneira, mas sim como "o vocalista e guitarrista do Foo Fighters". Parabéns, Dave, você conseguiu!
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Vitrola no Talo - Strike Anywhere

Vitrola no Talo está de volta, depois de algumas semanas de ausência. A dica de hoje é uma banda que passou pelo Brasil alguns meses atrás, talvez alguns conheçam. Falo dos americanos do Strike Anywhere, banda formada em Virgínia há nove anos atrás.
Os caras trazem uma pegada punk rock/hardcore tanto na sonoridade quanto nas letras, que são politizadas e contestadoras. Com influências como 7 seconds, Minor Threat e Bad Brains, o SA faz uma coisa que me agrada; a dobradinha ativismo/música.
Unir mentalidade política e insatisfação com música ou qualquer outra expressão artística é uma iniciativa válida para cobrar e buscar mudanças, e o Strike Anywhere, além ser uma das melhores bandas da atualidade, faz isso muito bem. O clip abaixo é da música Infrared, do álbum Exit English.
Os caras trazem uma pegada punk rock/hardcore tanto na sonoridade quanto nas letras, que são politizadas e contestadoras. Com influências como 7 seconds, Minor Threat e Bad Brains, o SA faz uma coisa que me agrada; a dobradinha ativismo/música.
Unir mentalidade política e insatisfação com música ou qualquer outra expressão artística é uma iniciativa válida para cobrar e buscar mudanças, e o Strike Anywhere, além ser uma das melhores bandas da atualidade, faz isso muito bem. O clip abaixo é da música Infrared, do álbum Exit English.
Outros links de Strike Anywhere
My Space
Ouça também:
Extinguish (clááááássico)
To the World
Instinct
How to pray
Refusal
Discografia:
2000 - Chorus Of One (EP)
2001 - Change Is A Sound”
2003 - Exit English
2005 - To Live In Discontent
2006 - Dead FM
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Strike Anywhere
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Fala ai
sábado, 19 de julho de 2008
Tempo que não volta

Quando temos lá nossos 14, 15 anos, tudo o que mais queremos é crescer o mais rápido possível. Completar 18 anos logo, atingir a maioridade para ter independência, poder entrar em qualquer lugar, dirigir e ser chamado de "adulto."
Mas quando a maioridade chega, e a adolescência e a infância ficam pra trás, acontece o contrário. Lamentamos que aquela fase gostosa, que tantas histórias nos fez ter pra contar, tenha se perdido no passado. As brincadeiras, os amigos, as brigas, as aventuras, os amores e desamores, as travessuras. Lembramos de tudo com muito carinho e saudade depois que crescemos.
Tenho ótimas lembranças dessa minha fase, vivida toda nos arredores da rua da foto acima. As histórias que vivi e as amizades que fiz nessa época (a grande maioria cultivadas até hoje, embora veja esses amigos com menos freqüência) moldaram grande parte do meu caráter, me tornaram o que sou hoje.
Alguns amigos daquela época estão mais distantes, mas creio que todos lembram com carinho e saudade das histórias, dos jogos de futebol contra o time do bairro vizinho, de passar horas em frente ao vídeo-game tentando terminar Resident Evil, das quermeses do bairro, de voltar a pé de madrugada do cinema morrendo de medo, das manhãs sonolentas e engraçadas na escola.
Ainda tenho um apartamento no bairro onde passei a infância, e sempre que estou pra baixo, ou cansado da correria do dia a dia, passo um tempo por lá. Lembro dessa época, das histórias, e isso me revigora, me enche de energia, me remete às minhas raízes, aos meus amigos parceiros de estrada desde aquela época até hoje e me lembram de todos os sonhos que eu tinha, os que já realizei e os que faltam realizar. É o tempo que não volta, mas fico contente por poder lembrar dele, e ver que o aproveitei ao máximo.
Mas quando a maioridade chega, e a adolescência e a infância ficam pra trás, acontece o contrário. Lamentamos que aquela fase gostosa, que tantas histórias nos fez ter pra contar, tenha se perdido no passado. As brincadeiras, os amigos, as brigas, as aventuras, os amores e desamores, as travessuras. Lembramos de tudo com muito carinho e saudade depois que crescemos.
Tenho ótimas lembranças dessa minha fase, vivida toda nos arredores da rua da foto acima. As histórias que vivi e as amizades que fiz nessa época (a grande maioria cultivadas até hoje, embora veja esses amigos com menos freqüência) moldaram grande parte do meu caráter, me tornaram o que sou hoje.
Alguns amigos daquela época estão mais distantes, mas creio que todos lembram com carinho e saudade das histórias, dos jogos de futebol contra o time do bairro vizinho, de passar horas em frente ao vídeo-game tentando terminar Resident Evil, das quermeses do bairro, de voltar a pé de madrugada do cinema morrendo de medo, das manhãs sonolentas e engraçadas na escola.
Ainda tenho um apartamento no bairro onde passei a infância, e sempre que estou pra baixo, ou cansado da correria do dia a dia, passo um tempo por lá. Lembro dessa época, das histórias, e isso me revigora, me enche de energia, me remete às minhas raízes, aos meus amigos parceiros de estrada desde aquela época até hoje e me lembram de todos os sonhos que eu tinha, os que já realizei e os que faltam realizar. É o tempo que não volta, mas fico contente por poder lembrar dele, e ver que o aproveitei ao máximo.
Uma vez você foi uma crianca, mas isso já passou
Acreditava que a magia em seu coração nunca sumiria (...)
Mas erga sua cabeça e deixe seu espirito voar
Mantenha a esperança viva lá no fundo
e seus sonhos nunca morrerao
Kiss - We are one
Acreditava que a magia em seu coração nunca sumiria (...)
Mas erga sua cabeça e deixe seu espirito voar
Mantenha a esperança viva lá no fundo
e seus sonhos nunca morrerao
Kiss - We are one
De volta
Chega de calmaria por aqui. Depois de algumas semanas viajando e descansando, recarregando as baterias para o semestre que está por vir, a Vitrola está de volta. Para celebrar o retorno, Let them eat war, do Bad Religion, com participação de Tim McIlrath, do Rise Against.
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Pecado (?) underground
A história sempre segue o mesmo roteiro: uma banda começa a se destacar no cenário independente e chama a atenção da grande indústria musical. Não demora e aparece uma gravadora com uma boa proposta, a banda em questão aceita e assina um contrato. Ao fazer isso, ela vira uma traidora do movimento, certo?
Não. Ou melhor, nem sempre. Assinar com uma gravadora não significa que uma banda e todos os seus integrantes fizeram um pacto com o demo e agora terão que ser odiados para sempre. Tudo depende do que se entende por "banda independente". É aquela que grava e vende os seus discos por conta própria? Aquela que nunca toca na MTV? Aquela que só faz show para pequenos públicos?
Acredito que não seja só isso. Banda independente também pode ser considerada aquela que faz o seu som sem querer agradar esse ou aquele, sem se importar se vai vender ou não, se vai fazer sucesso ou não. Não vejo mal em uma banda assinar com uma gravadora, desde que ela não mude o seu som por causa disso. Não deixe a gravadora interfir no som com o intuito de deixa-lo mais "comercial".
Veja o Dead Fish por exemplo. Em 2004 assinou com a Deckdisc, e lançou o cd Zero e um. A sonoridade da banda não só continuou a mesma, como o Zero e um é um dos melhores discos dos caras, no nível de clássicos como Afasia por exemplo
Tudo depende da proposta. Se for visando apenas oferecer mais estrutura para uma banda independente trabalhar, sem interferir no som dela, é válido. Mas se for visando apenas transformar a banda em produto, com músicas e letras cheias de clichês e de lugares comuns, feitas apenas para entreter alguns pré-adolescentes que não têm nada na cabeça, ai já é condenável.
Fico incomodado quando uma banda que eu escuto há muito tempo estoura e ganha mais visibilidade? Claro que sim. Mas nem por isso posso sair por ai criticando sem analisar direito a situação. Música transmite muito mais do que notas e acordes, transmite também idéias e mensagens. O lance é não mudar a proposta do som para atender os interesses comerciais.
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
Memória curta

Em 2005 tivemos um dos maiores casos de corrupção da história do Brasil, o mensalão. Ai é aquela história, na época todo mundo se revolta, fica indignado, a imprensa da manchetes e mais manchetes sobre o assunto. Depois, passam-se seis meses, um ano, chegam as eleições, e o povo vota e elege os mesmos deputados que estavam envolvidos no escândalo.
Então lá se vão dois, três anos, e até parte da imprensa esquece. O máximo que sai sobre o mensalão hoje em dia é uma notinha. E eles continuam ai, a solta, com suas confortáveis cadeiras na câmara, seus carrões e casas de luxo. Vamos acordar!
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