
Desde que entrei na faculdade para cursar jornalismo já ouvi milhares de teorias sobre a obrigatoriedade ou não de ter diploma para exercer essa profissão. Na última semana, o Excelentíssimo Senhor Doutor Gilmar Mendes e o STF decidiram que não, não é preciso de diploma para ser jornalista.
Segundo o Exmo. Sr. Dr. Gilmar Mendes, "notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional." Com toda a certeza, é difícil um profissional fazer bom jornalismo sem ter um bom caráter/índole. Afinal, lidar com informação é uma grande responsabilidade. Mas isso só acontece com o jornalismo? Então um magistrado envolvido em escândalos também não precisaria de diploma, já que também não conseguiria resolver suas questões de caráter na faculdade. Ou essa regra só vale para os profissionais do jornalismo?
Argumentos rasos é o que mais se ouve nesta questão desde que a decisão saiu. É inegável que existem bons profissionais já no mercado que não possuem diploma, eu mesmo leio alguns articulistas que não são jornalistas formados, e eles não deixam de ser bons por isso, da mesma forma que existe muito jornalista medíocre formado, com o diploma na mão.
A questão é que quem está no mercado, para o bem ou para o mal, já tem certa experiência. Mas e os que estão ingressando agora? Que suporte vão ter? É no curso superior que o profissional vai se aperfeiçoar, ganhar mais bagagem, conhecimento; não só nas aulas, mas também no convívio com outras pessoas, na troca de idéias. Ainda que muita gente entre numa faculdade apenas visando o diploma e nada mais, no meio do caminho algumas podem passar a se interessar mais. A faculdade funciona como um filtro, se uma pessoa não tem compromisso com a importância da profissão, ela não vai encarar quatro, cinco anos de estudo.
Da mesma forma que ter um diploma não muda o caráter de ninguém, saber o português correto e escrever bem não basta para ser jornalista, e isso só quem está no meio sabe como é. Ser crítico, curioso, ter uma boa intuição e criatividade são algumas das caracerísticas imprescindíveis para um jornalista. Como diria um professor meu, se você está numa faculdade de jornalismo só porque escreve bem, está no lugar errado.
Com essa decisão do STF, o nível da imprensa brasileira, que em muitos casos já é baixo, vai cair ainda mais. Principalmente se qualquer pessoa que sabe onde vai uma vírgula resolver lidar com informação para as massas. Se não muda caráter, curso superior, seja ele qual for, ao menos desperta a vontade de aprender mais e mais nas pessoas, principalmente nos mais jovens.
Já temos muitos profissionais que falam o que querem nos meios de comunicação; sensacionalistas, piegas, irresponsáveis que tratam informação como um produto para ter lucro, sem se importar com as consequências. Não exigir que as pessoas se preparem para exercer a profissão de jornalista é encorajar que mais pessoas desse tipo contaminem a imprensa. É encorajar que cada vez mais as pessoas com desvios de caráter e despreparadas formem opinião todos os dias.
Segundo o Exmo. Sr. Dr. Gilmar Mendes, "notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional." Com toda a certeza, é difícil um profissional fazer bom jornalismo sem ter um bom caráter/índole. Afinal, lidar com informação é uma grande responsabilidade. Mas isso só acontece com o jornalismo? Então um magistrado envolvido em escândalos também não precisaria de diploma, já que também não conseguiria resolver suas questões de caráter na faculdade. Ou essa regra só vale para os profissionais do jornalismo?
Argumentos rasos é o que mais se ouve nesta questão desde que a decisão saiu. É inegável que existem bons profissionais já no mercado que não possuem diploma, eu mesmo leio alguns articulistas que não são jornalistas formados, e eles não deixam de ser bons por isso, da mesma forma que existe muito jornalista medíocre formado, com o diploma na mão.
A questão é que quem está no mercado, para o bem ou para o mal, já tem certa experiência. Mas e os que estão ingressando agora? Que suporte vão ter? É no curso superior que o profissional vai se aperfeiçoar, ganhar mais bagagem, conhecimento; não só nas aulas, mas também no convívio com outras pessoas, na troca de idéias. Ainda que muita gente entre numa faculdade apenas visando o diploma e nada mais, no meio do caminho algumas podem passar a se interessar mais. A faculdade funciona como um filtro, se uma pessoa não tem compromisso com a importância da profissão, ela não vai encarar quatro, cinco anos de estudo.
Da mesma forma que ter um diploma não muda o caráter de ninguém, saber o português correto e escrever bem não basta para ser jornalista, e isso só quem está no meio sabe como é. Ser crítico, curioso, ter uma boa intuição e criatividade são algumas das caracerísticas imprescindíveis para um jornalista. Como diria um professor meu, se você está numa faculdade de jornalismo só porque escreve bem, está no lugar errado.
Com essa decisão do STF, o nível da imprensa brasileira, que em muitos casos já é baixo, vai cair ainda mais. Principalmente se qualquer pessoa que sabe onde vai uma vírgula resolver lidar com informação para as massas. Se não muda caráter, curso superior, seja ele qual for, ao menos desperta a vontade de aprender mais e mais nas pessoas, principalmente nos mais jovens.
Já temos muitos profissionais que falam o que querem nos meios de comunicação; sensacionalistas, piegas, irresponsáveis que tratam informação como um produto para ter lucro, sem se importar com as consequências. Não exigir que as pessoas se preparem para exercer a profissão de jornalista é encorajar que mais pessoas desse tipo contaminem a imprensa. É encorajar que cada vez mais as pessoas com desvios de caráter e despreparadas formem opinião todos os dias.

