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sábado, 19 de julho de 2008

Tempo que não volta


Quando temos lá nossos 14, 15 anos, tudo o que mais queremos é crescer o mais rápido possível. Completar 18 anos logo, atingir a maioridade para ter independência, poder entrar em qualquer lugar, dirigir e ser chamado de "adulto."

Mas quando a maioridade chega, e a adolescência e a infância ficam pra trás, acontece o contrário. Lamentamos que aquela fase gostosa, que tantas histórias nos fez ter pra contar, tenha se perdido no passado. As brincadeiras, os amigos, as brigas, as aventuras, os amores e desamores, as travessuras. Lembramos de tudo com muito carinho e saudade depois que crescemos.

Tenho ótimas lembranças dessa minha fase, vivida toda nos arredores da rua da foto acima. As histórias que vivi e as amizades que fiz nessa época (a grande maioria cultivadas até hoje, embora veja esses amigos com menos freqüência) moldaram grande parte do meu caráter, me tornaram o que sou hoje.

Alguns amigos daquela época estão mais distantes, mas creio que todos lembram com carinho e saudade das histórias, dos jogos de futebol contra o time do bairro vizinho, de passar horas em frente ao vídeo-game tentando terminar Resident Evil, das quermeses do bairro, de voltar a pé de madrugada do cinema morrendo de medo, das manhãs sonolentas e engraçadas na escola.

Ainda tenho um apartamento no bairro onde passei a infância, e sempre que estou pra baixo, ou cansado da correria do dia a dia, passo um tempo por lá. Lembro dessa época, das histórias, e isso me revigora, me enche de energia, me remete às minhas raízes, aos meus amigos parceiros de estrada desde aquela época até hoje e me lembram de todos os sonhos que eu tinha, os que já realizei e os que faltam realizar. É o tempo que não volta, mas fico contente por poder lembrar dele, e ver que o aproveitei ao máximo.


Uma vez você foi uma crianca, mas isso já passou
Acreditava que a magia em seu coração nunca sumiria (...)
Mas erga sua cabeça e deixe seu espirito voar
Mantenha a esperança viva lá no fundo
e seus sonhos nunca morrerao
Kiss - We are one

terça-feira, 13 de maio de 2008

Há 40 anos atrás...

No final do ano passado, eu tinha que fazer um trabalho de fotografia para fechar o ano. Escolhi o tema "Velharia", e fui na casa de um tio que colecionava coisas antigas. Ele tinha muita coisa legal lá, eu bati umas 70 fotos, entre elas a foto do layout ai de cima, que acabou inspirando o nome deste blog.

Mas o que me chamou a atenção, é que ele se orgulhava mais dos posters de mulheres que ele tinha, e insistiu para que eu os fotografasse. Pelo que eu pude entender, a Sula Miranda e a Roberta Miranda eram as preferidas da geração dele. Será que quando eu for um velhinho tarado de 70 anos, e tiver um poster da Juliana Paes no meu quarto, os meus netos vão tirar sarro de mim?

Outra coisa que me chamou a atenção foi um ferro de passar roupa feito de chumbo Isso mesmo, CHUMBO!. Coitada da minha avó, da para fazer musculação com aquilo. As coisas mudam muito rápido. Os costumes, os padrões de beleza, as maneiras de se vestir, a tecnologia, os hábitos. Acho que meus netos vão tirar sarro de mim até quando eu contar a eles que "no meu tempo eu baixava mp3".

Curtam as fotos, quem quiser pode ver mais aqui. Ah, e amanhã tem Vitrola no Talo, não deixem de entrar aqui, pois como diria um amigo meu, "é imperdível, você não pode perder!"


J.R Duran não faria uma foto melhor que essa

O que aquele relógio faz ali?

Alguém se lembra da Vovó Piedade da novela "A Usurpadora?" Pois é, ela foi cantora de sucesso no México na juventude. Eu particularmente adoro o México.

Eu gostei do caminhão.

Alteres e supinos são para os fracos

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A falta que uma rádio rock faz



Já que este blog está numa onda "nostálgica", resolvi falar de uma rádio que fez parte da adolescência de muita gente. A extinta 89, a rádio rock! (a rádio ainda existe, mas só com o nome "89", e virou uma espécie de Jovem Pan, tocando só música pop, infelizmente a rádio rock acabou faz tempo). Bom, mas voltando ao assunto. No começo, a 89 se chamava Usina do Rock, e tocava rock sem parar, praticamente sem intervalos comerciais. Depois, se tornou a 89, A rádio Rock, ficou mais profissional e, mesmo tendo acrescentado sons mais "comerciais" na programação, continuou boa.

Para ser sincero, não sei se ela pegava em outros estados além daqui de São Paulo, só sei que eles tinham, na sua fase final, algumas afiliadas por ai, como no Rio de Janeiro, Curitiba e uma no nordeste, não me lembro exatamente em qual cidade. Por aqui, pegava tanto a 89 matriz, a da capital, como a 89 Campinas, destinada ao interior. E eu conheci muita, mas muita banda ouvindo a programação deles.

Os programas era bem feitos, e direcionados para quase todas as vertentes do rock. Quem nunca passou o dia ouvindo a 89 no dia 13 de julho (dia mundial do rock) para ouvir as "100 melhores músicas da história do rock"? Ou então no último dia do ano, quando tocavam as "100 mais do ano"? O que eu mais gostava era ouvir a 89 de madrugada, só tocava coisa fina, clássico atrás de clássico, coisa que a gente não enjoa nunca de ouvir.

Eu sei que, a exemplo do post anterior, quem tiver menos de 18 anos vai ler isso aqui, me achar um velho doido saudosista e dizer "mas tio, hoje em dia tem rádio online aos montes pra ouvir". Ta, eu sei. Mas não é a mesma coisa, e mesmo tendo rádios rock boas por ai hoje em dia, acredito que a 89, como eu disse, marcou fases da vida de muitas pessoas, e eu sou uma delas.

Bom, para fechar, um vídeo de uma das maiores bandas do mundo, que eu escutava direto nas madrugadas rock da 89. Ramones, KKK took my baby away.
One two tree four!