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sábado, 28 de março de 2009

A Voz do Mato

Depois de quase sete meses, eis que a Nova Vitrola está de volta. O longo tempo sem postar nada tem nome. A Voz do Mato. Trata-se do site sobre a cultura independente do interior paulista, projeto do meu TCC, no qual trabalhei todo o segundo semestre do ano passado.

O site está no ar, e a partir de segunda-feira terá atualizações frequentes, com artigos, resenhas de shows, filmes e discos e opinião de quem entende do assunto. Para buscar a linha editorial do site, estudei e usei bastante os princípios da contracultura. Então quem entrar lá pode esperar um ponto de vista crítico sobre diversos assuntos.

A idéia era fazer um site bem simples, fácil de navegar e de carregar, nada de parafernalhas e janelinhas pipocando na tela. Com o tempo, uns ajustes serão feitos no layout, mas nada que mude muito a identidade.

O nome A Voz do Mato é em alusão ao esteriótipo que o interior carrega. Certa vez um amigo se surpreendeu quando eu disse que gostava de música independente, e disse "mas lá no meio do mato tem dessas coisas?" É uma resposta aos que acham que interior é sinônimo apenas de vaquinhas no pasto. Existe sim um movimento independente forte, com gente que tem algo a dizer batalhando para ser ouvido.

Quem se interessar em colaborar, seja escrevendo ou estabelecendo parcerias de divulgação, é só mandar um e-mail para tcapodeferro@avozdomato.com.br, ou entrar em contato por aqui mesmo. Vejam, leiam, critiquem, mas ouça também o que A Voz do Mato tem a dizer.

Ah sim, a partir de hoje, a Nova Vitrola também volta com força total, com atualizações sobre as bizarrices (ou não) cotidianas nossas de cada dia.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Pecado (?) underground

Bandas independentes que assinam com gravadoras: vilãs?


A história sempre segue o mesmo roteiro: uma banda começa a se destacar no cenário independente e chama a atenção da grande indústria musical. Não demora e aparece uma gravadora com uma boa proposta, a banda em questão aceita e assina um contrato. Ao fazer isso, ela vira uma traidora do movimento, certo?

Não. Ou melhor, nem sempre. Assinar com uma gravadora não significa que uma banda e todos os seus integrantes fizeram um pacto com o demo e agora terão que ser odiados para sempre. Tudo depende do que se entende por "banda independente". É aquela que grava e vende os seus discos por conta própria? Aquela que nunca toca na MTV? Aquela que só faz show para pequenos públicos?

Acredito que não seja só isso. Banda independente também pode ser considerada aquela que faz o seu som sem querer agradar esse ou aquele, sem se importar se vai vender ou não, se vai fazer sucesso ou não. Não vejo mal em uma banda assinar com uma gravadora, desde que ela não mude o seu som por causa disso. Não deixe a gravadora interfir no som com o intuito de deixa-lo mais "comercial".

Veja o Dead Fish por exemplo. Em 2004 assinou com a Deckdisc, e lançou o cd Zero e um. A sonoridade da banda não só continuou a mesma, como o Zero e um é um dos melhores discos dos caras, no nível de clássicos como Afasia por exemplo

Tudo depende da proposta. Se for visando apenas oferecer mais estrutura para uma banda independente trabalhar, sem interferir no som dela, é válido. Mas se for visando apenas transformar a banda em produto, com músicas e letras cheias de clichês e de lugares comuns, feitas apenas para entreter alguns pré-adolescentes que não têm nada na cabeça, ai já é condenável.

Fico incomodado quando uma banda que eu escuto há muito tempo estoura e ganha mais visibilidade? Claro que sim. Mas nem por isso posso sair por ai criticando sem analisar direito a situação. Música transmite muito mais do que notas e acordes, transmite também idéias e mensagens. O lance é não mudar a proposta do som para atender os interesses comerciais.