quinta-feira, 31 de julho de 2008

Dave Grohl, o estivador do rock


Dave Grohl é um dos caras mais talentosos do rock. Baterista fora do comum, guitarrista, vocalista e compositor, Dave se mostra um músico acima da média. Você pode até não gostar nem de Nirvana nem de Foo Fighters, mas o talento dele é inegável.

Dave tem uma casa-estúdio, onde os Foo Fighters gravam seus álbuns. Foi lá que ele gravou a primeira demo da banda, onde tocou todos os instrumentos e também cantou. O Foo Fighters grava seus álbuns neste estúdio, e só depois os vendem para a gravadora, que divulga e faz o lançamento.

Ou seja, ela não participa do processo de criação, então não há pressão para que o álbum seja feito desse ou daquele jeito. Eles são gravados do jeito que a banda acha melhor, e isso faz uma baita diferença.

Mas o que mais chama a minha atenção em Dave Grohl é que, mesmo depois de ter alcançado o sucesso numa banda que virou lenda, ele teve fôlego para tocar outro projeto (no caso, o Foo Fighters) bem sucedido. E conseguiu isso sem recorrer ao seu passado na banda de Kurt Cobain; o Foo Fighters não toca músicas do Nirvana em seus shows, nem nunca regravou nada deles.

Dave conseguiu novamente se destacar no meio musical, mesmo tendo ficado, no bom sentido, marcado como "o baterista do Nirvana". Já li muitas entrevistas dele dizendo que não queria ser lembrado apenas dessa maneira, mas sim como "o vocalista e guitarrista do Foo Fighters". Parabéns, Dave, você conseguiu!


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Vitrola no Talo - Strike Anywhere


Vitrola no Talo está de volta, depois de algumas semanas de ausência. A dica de hoje é uma banda que passou pelo Brasil alguns meses atrás, talvez alguns conheçam. Falo dos americanos do Strike Anywhere, banda formada em Virgínia há nove anos atrás.

Os caras trazem uma pegada punk rock/hardcore tanto na sonoridade quanto nas letras, que são politizadas e contestadoras. Com influências como 7 seconds, Minor Threat e Bad Brains, o SA faz uma coisa que me agrada; a dobradinha ativismo/música.

Unir mentalidade política e insatisfação com música ou qualquer outra expressão artística é uma iniciativa válida para cobrar e buscar mudanças, e o Strike Anywhere, além ser uma das melhores bandas da atualidade, faz isso muito bem. O clip abaixo é da música Infrared, do álbum Exit English.

Outros links de Strike Anywhere
My Space

Ouça também:
Extinguish (clááááássico)
To the World
Instinct
How to pray
Refusal

Discografia:
2000 - Chorus Of One (EP)
2001 - Change Is A Sound”
2003 - Exit English
2005 - To Live In Discontent
2006 - Dead FM

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Fala ai



"Jornalismo de verdade consiste no que ninguém quer ver publicado; o resto é relações públicas"

George Orwell

sábado, 19 de julho de 2008

Tempo que não volta


Quando temos lá nossos 14, 15 anos, tudo o que mais queremos é crescer o mais rápido possível. Completar 18 anos logo, atingir a maioridade para ter independência, poder entrar em qualquer lugar, dirigir e ser chamado de "adulto."

Mas quando a maioridade chega, e a adolescência e a infância ficam pra trás, acontece o contrário. Lamentamos que aquela fase gostosa, que tantas histórias nos fez ter pra contar, tenha se perdido no passado. As brincadeiras, os amigos, as brigas, as aventuras, os amores e desamores, as travessuras. Lembramos de tudo com muito carinho e saudade depois que crescemos.

Tenho ótimas lembranças dessa minha fase, vivida toda nos arredores da rua da foto acima. As histórias que vivi e as amizades que fiz nessa época (a grande maioria cultivadas até hoje, embora veja esses amigos com menos freqüência) moldaram grande parte do meu caráter, me tornaram o que sou hoje.

Alguns amigos daquela época estão mais distantes, mas creio que todos lembram com carinho e saudade das histórias, dos jogos de futebol contra o time do bairro vizinho, de passar horas em frente ao vídeo-game tentando terminar Resident Evil, das quermeses do bairro, de voltar a pé de madrugada do cinema morrendo de medo, das manhãs sonolentas e engraçadas na escola.

Ainda tenho um apartamento no bairro onde passei a infância, e sempre que estou pra baixo, ou cansado da correria do dia a dia, passo um tempo por lá. Lembro dessa época, das histórias, e isso me revigora, me enche de energia, me remete às minhas raízes, aos meus amigos parceiros de estrada desde aquela época até hoje e me lembram de todos os sonhos que eu tinha, os que já realizei e os que faltam realizar. É o tempo que não volta, mas fico contente por poder lembrar dele, e ver que o aproveitei ao máximo.


Uma vez você foi uma crianca, mas isso já passou
Acreditava que a magia em seu coração nunca sumiria (...)
Mas erga sua cabeça e deixe seu espirito voar
Mantenha a esperança viva lá no fundo
e seus sonhos nunca morrerao
Kiss - We are one

De volta

Chega de calmaria por aqui. Depois de algumas semanas viajando e descansando, recarregando as baterias para o semestre que está por vir, a Vitrola está de volta. Para celebrar o retorno, Let them eat war, do Bad Religion, com participação de Tim McIlrath, do Rise Against.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Pecado (?) underground

Bandas independentes que assinam com gravadoras: vilãs?


A história sempre segue o mesmo roteiro: uma banda começa a se destacar no cenário independente e chama a atenção da grande indústria musical. Não demora e aparece uma gravadora com uma boa proposta, a banda em questão aceita e assina um contrato. Ao fazer isso, ela vira uma traidora do movimento, certo?

Não. Ou melhor, nem sempre. Assinar com uma gravadora não significa que uma banda e todos os seus integrantes fizeram um pacto com o demo e agora terão que ser odiados para sempre. Tudo depende do que se entende por "banda independente". É aquela que grava e vende os seus discos por conta própria? Aquela que nunca toca na MTV? Aquela que só faz show para pequenos públicos?

Acredito que não seja só isso. Banda independente também pode ser considerada aquela que faz o seu som sem querer agradar esse ou aquele, sem se importar se vai vender ou não, se vai fazer sucesso ou não. Não vejo mal em uma banda assinar com uma gravadora, desde que ela não mude o seu som por causa disso. Não deixe a gravadora interfir no som com o intuito de deixa-lo mais "comercial".

Veja o Dead Fish por exemplo. Em 2004 assinou com a Deckdisc, e lançou o cd Zero e um. A sonoridade da banda não só continuou a mesma, como o Zero e um é um dos melhores discos dos caras, no nível de clássicos como Afasia por exemplo

Tudo depende da proposta. Se for visando apenas oferecer mais estrutura para uma banda independente trabalhar, sem interferir no som dela, é válido. Mas se for visando apenas transformar a banda em produto, com músicas e letras cheias de clichês e de lugares comuns, feitas apenas para entreter alguns pré-adolescentes que não têm nada na cabeça, ai já é condenável.

Fico incomodado quando uma banda que eu escuto há muito tempo estoura e ganha mais visibilidade? Claro que sim. Mas nem por isso posso sair por ai criticando sem analisar direito a situação. Música transmite muito mais do que notas e acordes, transmite também idéias e mensagens. O lance é não mudar a proposta do som para atender os interesses comerciais.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Memória curta


Em 2005 tivemos um dos maiores casos de corrupção da história do Brasil, o mensalão. Ai é aquela história, na época todo mundo se revolta, fica indignado, a imprensa da manchetes e mais manchetes sobre o assunto. Depois, passam-se seis meses, um ano, chegam as eleições, e o povo vota e elege os mesmos deputados que estavam envolvidos no escândalo.

Então lá se vão dois, três anos, e até parte da imprensa esquece. O máximo que sai sobre o mensalão hoje em dia é uma notinha. E eles continuam ai, a solta, com suas confortáveis cadeiras na câmara, seus carrões e casas de luxo. Vamos acordar!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Vitrola no talo - Violins

Nos anos 1980, Brasília foi palco de um fenômeno que fez surgir várias bandas que depois ganhariam destaque em todo o Brasil: Legião Urbana, Raimundos e Plebe Rude por exemplo. Aquela geração deu uma enorme contribuição para a cena rock brasileira. Atualmente, o centro-oeste continua em destaque, com festivais da melhor qualidade e boas bandas que vêm surgindo por lá.

Uma dessas bandas é Violins, de Goiânia. Com cinco cd´s e um EP lançados, o Violins é uma banda que, apesar das influências, tem uma identidade, um estilo peculiar, ímpar. Belas melodias e acordes sem deixar de lado uma boa dose de peso nas guitarras e baixo, letras inteligentes, que fazem a gente pensar alto quando ouve.

Conheci o som dos caras através do Last fm, e desde então não parei mais de ouvir e cantarolar por ai as canções. O vídeo abaixo é da música Glória, do cd Grandes Infiéis, tocada num pocket show acústico, realizado na livraria Saraiva. Guarde bem esse nome, Violins, você ainda vai ouvir muito o som desses caras.

Outros links de Violins
Last fm
My Space

Ouça também
Festa universal da queda
SOS
Problema meu
Vendedor de rins

segunda-feira, 23 de junho de 2008

"Minha cidade grita..."



Frank Miller está de volta aos cinemas. Depois de adaptar para as telonas obras-primas de sua autoria, como Sin City e 300, o cara agora dirige e assina o roteiro de The Spirit, HQ criada por Will Eisner nos anos 1940, uma das mais importantes do mundo dos quadrinhos.

O filme está previsto para estrear em janeiro de 2009, e deve ser bem fiel a obra original, ter Frank Miller envolvido no projeto é um indício disso. No elenco, teremos Eva Mendes como Sand Saref, Samuel L. Jackson como o vilão Octopus, Scarlett Johansson como Silken Floss e Gabriel Macht no papel principal.

Acho que a história do herói de Central City está em boas mãos. Agora é esperar para ver o resultado que, repito, tem tudo para ser muito bom. Você pode ver as primeiras fotos do filme aqui!

domingo, 22 de junho de 2008

Fala ai



"E eu acredito em milagres
E eu acredito num mundo melhor, pra mim e pra você."

Ramones, I believe in miracles