quinta-feira, 11 de março de 2010

Novidades

Vamos ao que interessa.

O que as pessoas normalmente sabem sobre Bragança Paulista: fica a 80 km de São Paulo, cerca de 150 mil habitantes, típica cidade do interior paulista, povo até certo ponto pacato, praça central, tem uma festa agropecuária relativamente famosa...

O que talvez poucas pessoas saibam é que a cidade conta com uma considerável agenda de shows e movimentos/eventos culturais. Claro, não é nada tão estruturado como poderia ser, sempre dá para melhorar e é isso o que algumas pessoas vem tentando fazer há alguns anos.

Quem é da cidade ou da região e quiser uma alternativa à mesmice que normalmente predomina no interior, é só ficar de olho no NovaVitrola, ou no blog do Edith Cultura.

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O próximo show acontece no dia 18/03, quinta-feira, no Taberna Dharma Rock Bar. Jersey Killer, da argentina, e a banda local Zomber. A entrada é R$ 7,00.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Discos que mudaram minha vida


O NovaVitrola estréia hoje essa nova seção, sobre discos que mudaram a vida do blogueiro, ou, pelo menos, sua percepção sobre música.

Para começar, nada melhor do que esse There is nothing left to lose, do Foo Fighters. O ano era 1999, o nu (ou new) metal começava a virar a febre. Bandas como Limp Bizkit, Korn e Slipknot, todas formadas na metade dos anos 90, começaram a ganhar destaque.

No meio disso tudo estava Dave Grohl e o seu Foo Fighters. Naquela época, o FF já tinha lançado dois trabalhos (Foo Fighters e The Colour and the shape),que, embora elogiados pela crítica e trazendo algumas faixas que se tornariam hits (como Big Me, My Hero e Everlong), ainda não tinham sido capazes de alça-los à condição de super banda que eles têm hoje.

É bem verdade que Dave Grohl ainda era tratado por parte da imprensa como "o ex-baterista do Nirvana", estigma que ele sempre lutou para deixar pra trás, e conseguiu, com méritos, conforme já foi escrito por aqui antes.

There is nothing left to lose foi o divisor de águas nesse sentido para os caras. O cd é bom da primeira até a última faixa e trouxe uma porrada de hits: Learn to Fly, Stacked Actors, Breakout, Generator, Next Year. Isso sem mencionar músicas menos conhecidas, mas que figuram fácil entre os grandes momentos da banda, como Headwires e Ain it the life.

Eu tinha 13 anos na época e dava meus primeiros passos ouvindo rock n roll. Naquela época, sem internet, começar a ouvir rock significava começar pelas bandas clássicas e mais conhecidas, Iron, AC/DC, Guns n Roses, Stone Temple Pilots e... Nirvana, claro. Eu conhecia pouco de Foo Fighters, só sabia que era a outra banda do ex-baterista do Nirvana e tinha ouvido o segundo cd na casa de um amigo e gostado.

There is nothing left to lose me fez pirar, foi um dos cd´s que mais ouvi na vida, ouço bastante até hoje. Dave Grohl foi na contramão naquela época, pois a tendência já era o tal do nu metal, como citado acima. E acertou em cheio. Em 2001 eles tocaram no Rock in Rio 3, para um público pequeno se levarmos em conta a dimensão que a banda tem hoje.

Eu fiquei acordado naquela madrugada para gravar os melhores momentos do show deles na Globo (eu não tinha tv a cabo). Lembro de ficar frustrado porque passaram apenas Stacked Actors, e de bandas como Slipknot e Guns n' Roses mostraram quase o show todo. A Ilustrada fez uma matéria de capa com o FF no dia do show, dizendo que era uma banda promissora, que estava crescendo e que com certeza ia longe, além de elogiar Grohl dizendo tratar-se de um cara talentoso que não tinha medo de arriscar. Acertaram.

Ainda hoje me vejo pensando longe quando ouço Next Year ou Aurora, e tenho vontade de quebrar tudo quando ouço Generator. No fundo talvez eu ainda seja aquele moleque de 13 anos.




domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vitrola no Talo - Against Me


O Vitrola no Talo está de volta, agora em novo dia. Todo domingo a noite um post indicando uma banda para os 6 ou 7 leitores deste blog. Para retomar, uma banda que há tempos fiquei de indicar por aqui, o Against Me.

Formado na Flórida, em 1997, não é uma banda tão conhecida no Brasil. Talvez porque os caras façam um som menos comercial, ou, em outras palavras, um som que não é tão fácil de ouvir. Isso não quer dizer que seja ruim, pelo contrário, o Against Me faz um som peculiar, pesado, as vezes propositalmente tosco. Nos primeiros trabalhos, muitasmúsicas chegavam a soar psicodélicas. O último trabalho está bem mais "normal', ou seja, mais melódico, sem infinitas microfonias ou imitações de Axl Rose.

Se você está cansados dos Cine´s e Tokyo Hotel´s da vida, quer algo diferente, não deixe de ouvir Against Me. Abaixo, Cliche Guevara, um dos hits dos caras.

Integrantes:
Tom Gabel– guitar, lead vocals
James Bowman – guitar, vocals
Andrew Seward – bass, vocals
Warren Oakes – drums

Discografia:
Reinventing Axl Rose (2002)
As the Eternal Cowboy (2003)
Searching for a Former Clarity (2005)
New Wave (2007)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Toda ação....

...gera uma reação. As recentes tragédias causadas pelas chuvas no sul e sudeste do país vêm causando grande comoção. Óbvio que é triste ver desabrigados, gente que trabalhou a vida toda por uma casa própria ver tudo desabar em questão de minutos, gente que não tem pra aonde ir. Não consigo e nem ousaria imaginar a dor e angústia que essas pessoas estão sentindo.

Mas nessa história toda nós não somos apenas as vítimas. E falo de uma maneira geral. Se o rio Tietê sobe rápido demais quando chove é porque ele está poluído ao extremo. Por que muita gente joga lixo na rua como se fosse a coisa mais normal do mundo,. Pessoas jogam até móveis no Tietê, sofás, guarda-roupas, sem contar a quantidade absurda de lixo e a falta de tratamento do esgoto, jogado lá aos montes todos os dias. Quem mora em São Paulo sabe as coisas bizarras que o Tietê traz quando transborda.

Aqui no interior vários condomínios de luxo estão ameaçados ou já cheios d'água. Mas isso porque alguns deles não deveriam estar construídos onde estão. Ai vem alguém e fala "mas não há Lei que proiba isso" ou "o condomínio tal não está ilegal". Ok, mas existe uma coisa chamada bom senso, que o homem, na sua ganância diária de querer ganhar e lucrar com tudo, acabou esquecendo. Se você constrói um condomínio, uma casa, uma cabana que seja num local ribeirinho, ainda mais com rios e córregos poluídos como os nossos, você tem que estar ciente que numa chuva forte a água pode subir e invadir sua propriedade.

Isso sem mencionar que muitas construções são feitas em locais de preservação ou em locais de risco, mas o homem prefere não enxergar. Lógico que existem pessoas que constroem e moram em locais de risco por falta de opção, pois foram esquecidas pela total falta de preparo do poder público. Mas falta fiscalização das prefeituras e dos responsáveis para evitar esse tipo de coisa. Os deslizamentos de terra em Angra dos Reis, na virada do ano, fizeram com que a imprensa trouxesse à tona o decreto nº 41.921 do estado do Rio de Janeiro, que autorizava construções em áreas de preservação ambiental em Angra e outras regiões do Estado.

Segundo alguns veículos, o decreto teria sido feito para beneficiar algumas pessoas, entre elas celebridades, como o apresentador Luciano Huck (tanto que o decreto ficou conhecido como "Lei Huck" (ou Lei Luciano Huck). Mas o decreto é de junho de 2009, e a história só veio à tona depois da tragédia. Nesse ponto, a imprensa deveria investigar antes os critérios para a liberação desse tipo de construção. Apenas criticar depois do fato, jogar a culpa nas chuvas frequentes e na irregularidade das casas é fácil. É a mesma coisa do cara que joga lixo no Tietê ficar indignado quando vê as notícias e os desabrigados das enchentes.

Não adianta se comover, se indignar , se você não faz a sua parte também. Já basta o despreparo e a falta de interesse do poder público, do estado, dos governadores, presidentes, prefeitos. Temos sim que cobrar deles, mas também temos que estar ciente dos nossos papéis. É só ligar nos telejornais: 'inverno na Europa é o pior em 40 anos", "nevasca na China deixa tantos mortos", "pesquisa mostra que a terra está mais quente", "enchentes castigam São Paulo". O homem não olha as suas atitudes, não vê as consequências que elas podem causar (ou vê, mas as ignora), apenas lamenta depois que o estrago já foi feito.

E não adianta o homem achar que vai expandir sua ganância sem limites para todos os cantos passando por cima de leis, do bom senso ou do que quer que seja. A natureza vai vir cobrar.

"Toda Ação tem uma reação, nós temos um planeta, uma chance - Rise Against - Ready to Fall



domingo, 24 de janeiro de 2010

O Fim do Scorpions


Notícia (triste) de hoje no UOL. O Scorpions, banda com 40 anos de estrada, anunciou o seu fim. Formada na Alemanha Ocidental em 1965, é uma das poucas grandes bandas de sua geração que surgiram fora do eixo EUA-Inglaterra.

Hoje bastante conhecido no mundo todo, o Scorpions demorou a ganhar destaque nos Estados Unidos, coisa que só foi acontecer em 1984 com o disco Love at the first Sting, que traz os clássicos Still Loving You e Rock You Like a Hurricane. Em 1985, eles tocaram por aqui no primeiro Rock in Rio.

Em 1988 lançam o álbum Savage Amusemen, com letras mais contestadoras, posição que manteram no álbum seguinte, Crazy World, de 1990, que trouxe outro hit, Wind of Change. Foi o Scorpions a primeira banda ocidental a se apresentar na antiga União Soviética e também a primeira a tocar na Rússia depois da queda da mesma.

O motivo do fim, segundo a banda, é a idade avançada dos integrantes (a maioria já acima da casa dos 60 anos). "-"Queremos sair de forma digna" - disse o guitarrista Rudolf Schenker, de 61 anos. Eles estão preparando um álbum derradeiro, Sting in the tail, que será lançado em 19 de março deste ano, bem como uma turnê de despedida. "A ideia é encerrar nossa carreira com um álbum de forte impacto e uma turnê espetacular" - declarou o vocalista Klaus Meine.

O Scorpions deixa hits e bons álbuns. De qualquer forma, tudo na vida tem um fim. Algumas bandas se recusam a ver e compreender que o tempo passa para todas. É patético ver algumas bandas tocando músicas e tomando certas atitudes que já não condizem mais com a sua realidade. Uma banda tem que saber envelhecer, reciclar o seu som se necessário. Se isso não for possível, o melhor caminho é mesmo terminar, para não manchar uma rica carreira.

Still Loving You, clássico dos clássicos do Scorpions.




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Não vingou


Quando foi lançado, os produtores de Lula, o filho do Brasil, filme baseado na trajetória do nosso presidente, calcularam que o filme seria visto por 5 milhões de pessoas. Algumas semanas depois de sua estréia, os números estão bem abaixo do que esses imaginados inicialmente. E continuam caindo, conforme mostrou o jornal O Globo do último domingo, em matéria assinada por Rodrigo Fonseca e Tatiana Farah.

Segundo a matéria, o filme dirigido por Fábio Barreto não chegará a 800 mil pagantes, apenas 16% dos 5 milhões previstos. Ainda não assiti o longa para analisa-lo, mas é nítido que o status de "propaganda política" que o filme ganhou foi prejudicial demais. Foi um erro lança-lo em ano eleitoral, ainda mais em Brasília. Se a intenção era fazer um filme "família", todos esses fatores acabaram ligando-o a política, o que pode ter afastado parte do público.

Os produtores tomaram alguns cuidados para não passar essa imagem. Não citaram, por exemplo, nomes de partidos políticos (nem do PT), mas ao que parece foi inútil. Parte da imprensa e da oposição levantaram suspeitas sobre as reais intenções do projeto, e sobre as empresas que investiram nele. Some-se a isso o fato de o filme ter estreado praticamente junto com Avatar (mega sucesso de público) e Sherlock Holmes e pronto, inevitavelmente estava comprometida a bilheteria de Lula, o filho do Brasil.

Mas o que realmente pesou, ao que parece, foi mesmo a questão política. Repito, não vi o filme, não sei até que ponto ele é capaz de influenciar ou não as pessoas e, sinceramente, não acredito que um filme seja suficiente ou determinante para Lula fazer o seu sucessor. Mas não dá pra negar que a proximidade das eleições e todas as suspeitas levantadas contribuíram para passar sim essa imagem.

Independente disso, abre-se outra discussão: será que essa desconfiança e afastamento do público indicam que o brasileiro está mais crítico, mais esperto, questionando mais e se deixando manipular de menos? Quem sabe, tomara que sim. É isso que temos que fazer, principalmente em ano de eleição: questionar e desconfiar.

Ouvindo: Carbona - Lunático

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Rock in Rio 1985 - 25 anos


Ontem, dia 11 de janeiro, a primeira edição do Rock in Rio completou 25 anos. Durante os dias 11 e 20 de janeiro de 1985 reuniu 1,38 milhão de pessoas na Cidade do Rock, construída em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na época, raramente as grandes bandas de rock tocavam por aqui. Se nos últimos anos temos assistido a vários grandes shows internacionais em terras brasileiras, podemos dizer que o primeiro Rock in Rio abriu portas para que isso viesse a acontecer.

A idéia foi de Roberto Medina, empresário de comunicação. O plano era ambicioso, já que o Brasil não tinha tradição em receber/organizar shows desse porte. Mas se mostrou um tremendo acerto, sendo sucesso de público. Tocaram no primeiro Rock in Rio bandas como Iron Maiden, AC/DC, Whitesnake, Rod Stewart, Paralamas do Sucesso, Queen, Ozzy, Scorpions entre outros.

Foi sem dúvida um marco, que colocou o Brasil na rota das maiores bandas de rock. Aconteceram outras edições depois, o Rock in Rio II rolou no estádio do Maracanã, e o Rock in Rio III, novamente na antiga cidade do rock. A partir daí, o festival perdeu a identidade. Em 2004, 2006 e 2008 , mesmo com o pré nome de Rock in Rio , ele aconteceu em Lisboa (???), sob o nome de Rock in Rio Lisboa (???), já com atrações que não condizem com o nome nem com a idéia inicial do projeto (como Ivete Sangalo, Alejandro Sanz, Shakira...). Teve até um Rock-in-Rio-Lisboa-Madrid não sei ao certo em que ano.

Enfim, mesmo as edições "genéricas" do novo milênio tiveram, além das bizarrices ai citadas, boas atrações (Kasabian, Kings of Leon, Chris Cornell). Com certeza também tiveram suas qualidades, shows bons, mas não têm mais nenhuma ligação com aquele primeiro Rock in Rio. Como dizem, rock não é apenas música, entretenimento. Rock n' Roll implica em envolvimento social, em idéias que vão além de apenas acordes e riffs. E essa idéia se perdeu com o passar dos anos, o que faz com que o primeiro Rock in Rio seja visto como único.

AC/DC, Bad Boy Boogie, quebrando tudo por aqui em 1985:

Ouvindo: Iron Maiden - Be Quick or Be Dead

Imagem: Queen no Rock in Rio em 1985.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cheiro de mofo - parte 02

Sou um cara nostálgico por natureza. Já falei aqui dos bons e velhos cd's, de coisas que faziam sucesso há 40, 50 anos atrás, de lembranças de infância. Acho legal voltar um pouco ao passado, te ajuda a lembrar quem você é, o caminho que fez pra chegar até aqui. Hoje achei mais coisas antigas aqui. Minha coleção de fitas VHS! Por morar no interior, pra mim sempre foi difícil conseguir shows em VHS,principalmente de bandas. Lembro de passar a madrugada acordado para gravar o Rock in Rio de 2001.

Hoje a internet facilitou demais nesse ponto, youtube, downloads, enfim, prato cheio pra quem gosta de música. Mas perdeu aquele gosto de vitória de quando você batalhava para conseguir um VHS daquela banda ou filme que você gostava. O cheiro de novo, a satisfação de mostrar pros amigos, reunir a galera pra assistir. Sem dúvida era bem mais prazeroso do que mandar o link por msn. De qualquer maneira, segue duas das que mais assisti na vida.



Iron Maiden, live in Donington 92. Ganhei essa em 1999. Nessa época ouvia muito hard rock e muito heavy metal. É uma das minhas preferidas até hoje, sem dúvida.


Essa é clássica, quem cresceu nos anos 90 como eu com certeza jogou demais Mortal Kombat nos consoles de 16 bits (leia-se Super Nintendo e Mega-Drive). Quando o filme saiu, a molecada (inclusive esse que vos bloga) pirou, claro. Depois surgiram milhões de continuações, todas ruins. Mas o primeiro filme, esse aí, é bom e bem fiel ao enredo do jogo. Essa VHS veio numa edição especial da revista Ação Games (acho que essa revista nem existe mais).

Cansei de ficar horas rebobinando fitas, voltando ou acelerando pra ir direto naquela parte que queria ver. Já perdi muita fita porque ela enroscou no vídeo. Bons tempos, quem sabe as fitas VHS, a exemplo do que acontece hj com os vinis não voltam a ser tendência um dia?

Ao som de: Social Distortion - Winners and Losers.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Downey Jr. Reloaded


Em 2008, pouco antes do lançamento de Homem de Ferro (Iron Man), comecei a escrever um texto sobre Robert Downey Jr., o escolhido para viver no filme o personagem Tony Stark, um dos mais interessantes dos quadrinhos. O texto não vingou, não lembro porque, talvez pelo motivo de eu estar finalizando a faculdade de jornalismo, cheio de coisas pra fazer.O filme dirigido por Jon Favreau acabou sendo um sucesso e foi aclamado pela crítica, assim como a atuação de Downey Jr., e eu perdi uma boa oportunidade de escrever sobre ele antes que isso acontecesse.

Alguns anos antes do lançamento de Homem de Ferro, Downey Jr. vivia uma fase conturbada. Entre um filme e outro, sempre era preso ou detido por posse de drogas ou outros delitos menores. Muita gente achava que ele estava acabado, o que seria uma pena, pois Robert é um dos mais talentosos de sua geração. O ator que espantou a crítica e foi indicado ao Oscar por sua atuação como Charles Chaplin no filme Chaplin, do diretor Richard Attenborough, estava jogando seu talento no lixo.

Pois em 2002 sua carreira começava a entrar nos eixos novamente. Downey Jr. foi elogiado por papéis em filmes como Boa Noite Boa Sorte (Good Night, Good Lucky). Mas foi em 2007 que ele começou a se reerguer de fato, quando ganhou o papel do jornalista Paul Avery no filme Zodíaco (Zodiac), do mestre David Fincher. Ali Robert mostrou que estava livre dos vícios e problemas e que ainda era aquele grande ator dos anos 90. No ano seguinte,deu definitivamente a volta por cima com O Homem de Ferro e emplacou outras duas ótimas e elogiadas atuações: na comédia Trovão Tropical (Tropic Thunder), onde atuou ao lado de Jack Black e Ben Stiller e no drama O Solista (The Soloist), onde contracena com Jamie Foxx.

Pois agora, Downey Jr. me da a chance de me redimir. Estréia hoje no Brasil Sherlock Holmes, dirigido por Guy Richie e que tem no elenco, além de Robert no papel principal, Jude Law como Watson, o eterno assistente de Sherlock. Sua atuação tem sido novamente elogiada pela crítica, e pelo pouco que vi em trailers e vídeos promocionais, ele deve roubar a cena de novo.

Filho de Robert Downey, um diretor de filmes B, Downey Jr. é uma figura politicamente incorreta, e isso é legal. O mundo está cheio de bonzinhos, aqueles caras que gostam de tudo e de todos e que falam como um daqueles padres cantores. Robert é um cara autêntico, fala o que pensa.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Scott Weiland: Happy in Galoshes


Dez anos depois de lançar 12 Bar Blues, Scott Weiland (ex-Velvet Revolver e Stone Temple Pilots) soltou nas prateleiras no final de 2008 Happy in Galoshes, seu segundo trabalho solo.

Weiland sempre foi uma figura polêmica. Na década de 90, no começo da carreira com o Stone Temple Pilots, ele frequentemente abusava das drogas, foi preso mais de uma vez, até a banda decidir se separar em 2003. Nesse mesmo ano, Scott se juntou aos ex-gunners Matt Sorum, Slash e Duff Mckagan para formar o Velvet Revolver, de onde saiu em 2008, depois de dois discos lançados, trocando farpas com alguns integrantes. Acabou voltando ao STP, saindo em turnê com seus velhos companheiros.

Happy in Galoshes foi gravado nessa fase de transição, na mesma época em que Weiland enfrentava adversidades na sua vida pessoal; o fim de um casamento de quase uma década e a perda de um irmão.

Assim como aconteceu quando lançou 12 Bar Blues, Scott foi criticado por "experimentar" demais em Happy in Galoshes. Mas o resultado é bom, um disco um tanto quanto sombrio, mas bom e bem menos experimental do que 12 Bar Blues. Algumas músicas são verdadeiras viagens, baladas eletrônicas (Fame, cover de David Bowie), melancólicas (Crash), algumas mais agitadas (Tangle with your mind).

O texto é datado, eu sei, mas merecia esse registro aqui. Happy in Galoshes é um disco que gruda, diferente, com identidade. Ele começa bem, com Missing Cleveland, mantém o ritmo até a quinta faixa, que é a psicodélica She Sold Her System, cai um pouco depois e só retoma o fôlego incial com Crash.

Mesmo assim, é um cd que se sustenta legal do início ao fim. O próprio Weiland produziu, com a ajuda de Doug Green, que já trabalhou com o Stone Temple Pilots; participaram da gravação ainda os músicos Tony Kanal, Tom Dumont e Adrian Young, todos do No Doubt.

No video, Tangle With Your Mind, destaque do cd, na opinião da NovaVitrola.

Nota do blogueiro: A intenção era colocar o videoclip de Tangle of your mind, mas por razões e filha da putice desconhecidas, o player desse vídeo estava desalinhando o layout, então, tive que colocar apenas o áudio mesmo. Mas, se você quiser ver o clip, e vale muito a pena vr, é só clicar AQUI!