quarta-feira, 21 de maio de 2008

Vitrola no Talo - Strung Out


Quarta-feira, véspera de feriadão e dia de Vitrola no Talo. A banda de hoje vem da Califórnia, estamos falando do Strung Out, que está na estrada desde 1992, e conta com a seguinte formação: Jason Cruz (Vocal), Rob Ramos (Guitarra), Jake Kiley (Guitarra), Chris Aiken (Baixo) e Jordan Burns (bateria).

A Califórnia é terra de bandas muito boas, mas o Strung Out tem algo de particular, por misturar as letras e a pegada do hardcore californiano com guitarras e riffs muito bem trabalhados. Os solos são coisa de outro mundo, alguns um pouco longos, mas que dão uma sonoridade particular a banda.

Os caras passaram pelo Brasil em 2006, e já lançaram nove álbuns incluindo um ao vivo (Live in a Dive, de 2003, recomendadíssimo), dois EP’s e uma compilação. O trabalho mais recente é de 2007, Blackhawks over Los Angeles, mas merecem destaque também os cd´s An American Paradox (de 2002) e The Element of Sonic Defiance (de 2000).

Fica ai a dica pra quem gosta de um som um pouco diferente, e do chamado hardcore melódico. O clip abaixo é da música Analog, do cd Exile In Oblivion. Quarta que vem tem mais Vitrola no Talo.

Ouça também
Satellite
Dig
Matchbook (cláááááássica)
Ana Lee
Lost Motel

Outros links de Strung Out
My Space

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vitrola no Talo - Terminal Guadalupe

Como esse é o primeiro Vitrola no talo, achei por bem começar indicando uma banda nacional. Trata-se da curitibana Terminal Guadalupe, formada por Allan Yokohama (guitarra e voz), Dary Jr. (voz e letras), Fabiano Ferronato (bateria) e Lucas Borba (guitarra).

O som dos caras nos remete a década de 80; Legião Urbana, Plebe Rude, IRA!. Quem gosta dessa levada oitentista com certeza vai se identificar com o som da banda.

As letras são inteligentes, com cunho político, coisa rara de se ver nas bandas nacionais que estão começando. As melodias grudam na cabeça, fazendo com que você se pegue cantarolando as músicas durante boa parte do dia. No entanto, apesar disso, o Terminal está longe de ser considerada uma banda apenas "comercial".

O cd mais recente dos caras é o A Marcha dos Invisíveis, e é daqueles que você escuta da primeira a última faixa sem ter que pular nenhuma. Todas as canções são ótimas. Antes de A Marcha.. a banda já havia lançado três cd´s de maneira independente, sendo que o último (Você vai perder o chão) foi considerado o melhor disco independente em votação da revista Laboratório Pop.

Fica ai a dica de mais uma banda que veio do underground. Por isso é necessário valorizarmos as bandas nacionais. Tem muita gente boa na cena alternativa ralando para mostrar seu trabalho. O clip abaixo é da música "Pernambuco Chorou". Quem quiser ouvir mais sons do Terminal Guadalupe é só entrar no Tramavirtual ou no My Space dos caras. Quarta-feira que vem tem mais Vitrola no Talo, com mais uma dica de banda.

Ouça também:
De Turim a Acapulco
Recorte Médio Oriental
Atalho Clichê
Cachorro Magro

Outros links do Terminal Guadalupe
Fotolog
Last FM

terça-feira, 13 de maio de 2008

Há 40 anos atrás...

No final do ano passado, eu tinha que fazer um trabalho de fotografia para fechar o ano. Escolhi o tema "Velharia", e fui na casa de um tio que colecionava coisas antigas. Ele tinha muita coisa legal lá, eu bati umas 70 fotos, entre elas a foto do layout ai de cima, que acabou inspirando o nome deste blog.

Mas o que me chamou a atenção, é que ele se orgulhava mais dos posters de mulheres que ele tinha, e insistiu para que eu os fotografasse. Pelo que eu pude entender, a Sula Miranda e a Roberta Miranda eram as preferidas da geração dele. Será que quando eu for um velhinho tarado de 70 anos, e tiver um poster da Juliana Paes no meu quarto, os meus netos vão tirar sarro de mim?

Outra coisa que me chamou a atenção foi um ferro de passar roupa feito de chumbo Isso mesmo, CHUMBO!. Coitada da minha avó, da para fazer musculação com aquilo. As coisas mudam muito rápido. Os costumes, os padrões de beleza, as maneiras de se vestir, a tecnologia, os hábitos. Acho que meus netos vão tirar sarro de mim até quando eu contar a eles que "no meu tempo eu baixava mp3".

Curtam as fotos, quem quiser pode ver mais aqui. Ah, e amanhã tem Vitrola no Talo, não deixem de entrar aqui, pois como diria um amigo meu, "é imperdível, você não pode perder!"


J.R Duran não faria uma foto melhor que essa

O que aquele relógio faz ali?

Alguém se lembra da Vovó Piedade da novela "A Usurpadora?" Pois é, ela foi cantora de sucesso no México na juventude. Eu particularmente adoro o México.

Eu gostei do caminhão.

Alteres e supinos são para os fracos

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A Vitrola ainda toca

Duas semanas doente, mais algumas semanas correndo para colocar o TCC em dia e voalá: temos um blog jogado as traças. Queria me desculpar com meus 7 leitores que religiosamente lêem o que este lunático aqui tem a dizer.

A partir de hoje a Vitrola voltará a ser atualizada com freqüência, com algumas novidades. Toda quarta será dia de "Vitrola no talo", com dicas de bandas. Além disso, estou programando uma série com as "Notícias fabulosas que mudarão para sempre nossas vidas."

Durante esse tempo ausente li bastante sobre contracultura para fazer meu TCC; poder jovem, revolta, vontade de fazer alguma coisa para mudar. Ao contrário dos anos 60 e 70, a maioria dos jovens hoje em dia estão cada vez mais conformados e mais alienados, e são poucos os que fogem do senso comum e das regras por ai estabelecidas. Mas isso é um assunto para outro dia, e outro post.

Por falar em anos 60 e 70, e para começar bem a semana, um vídeo do The Who tocando no Woodstock de 1969.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A falta que uma rádio rock faz



Já que este blog está numa onda "nostálgica", resolvi falar de uma rádio que fez parte da adolescência de muita gente. A extinta 89, a rádio rock! (a rádio ainda existe, mas só com o nome "89", e virou uma espécie de Jovem Pan, tocando só música pop, infelizmente a rádio rock acabou faz tempo). Bom, mas voltando ao assunto. No começo, a 89 se chamava Usina do Rock, e tocava rock sem parar, praticamente sem intervalos comerciais. Depois, se tornou a 89, A rádio Rock, ficou mais profissional e, mesmo tendo acrescentado sons mais "comerciais" na programação, continuou boa.

Para ser sincero, não sei se ela pegava em outros estados além daqui de São Paulo, só sei que eles tinham, na sua fase final, algumas afiliadas por ai, como no Rio de Janeiro, Curitiba e uma no nordeste, não me lembro exatamente em qual cidade. Por aqui, pegava tanto a 89 matriz, a da capital, como a 89 Campinas, destinada ao interior. E eu conheci muita, mas muita banda ouvindo a programação deles.

Os programas era bem feitos, e direcionados para quase todas as vertentes do rock. Quem nunca passou o dia ouvindo a 89 no dia 13 de julho (dia mundial do rock) para ouvir as "100 melhores músicas da história do rock"? Ou então no último dia do ano, quando tocavam as "100 mais do ano"? O que eu mais gostava era ouvir a 89 de madrugada, só tocava coisa fina, clássico atrás de clássico, coisa que a gente não enjoa nunca de ouvir.

Eu sei que, a exemplo do post anterior, quem tiver menos de 18 anos vai ler isso aqui, me achar um velho doido saudosista e dizer "mas tio, hoje em dia tem rádio online aos montes pra ouvir". Ta, eu sei. Mas não é a mesma coisa, e mesmo tendo rádios rock boas por ai hoje em dia, acredito que a 89, como eu disse, marcou fases da vida de muitas pessoas, e eu sou uma delas.

Bom, para fechar, um vídeo de uma das maiores bandas do mundo, que eu escutava direto nas madrugadas rock da 89. Ramones, KKK took my baby away.
One two tree four!


segunda-feira, 21 de abril de 2008

Idade da pedra

Os menores de 18 anos que lerem esse post me acharão um ser esquisito e da idade da pedra, mas sim, o que eu vou contar é verdade. Quando eu estava ainda "tendo" a minha formação musical, lá pelos anos de 1999, 2000, não exista download. Internet? Era artigo de luxo.

Pois bem, sendo assim, se já era difícil você escutar um som de uma banda gringa, imagina VER um clip dessa banda (pois é, o youtube não era nem uma idéia ainda). A única forma de ver clips eram alguns programas toscos da tv aberta (aqui onde eu moro, a MTV é canal fechado, acreditem se quiser). Um desses programas era o Clipper, da TV Gazeta. De cada dez clipes que passavam lá, nove eram horríveis, e um prestava.

E eu e mais um amigo ficávamos lá, com a fita no ponto no video-cacete, com o dedo rente a tecla "rec", esperando passar um clip legal para poder gravar (pois é, o DVD também era um artigo de luxo nessa época, isso se ele já existia...).

E esse clip do Foo Fighters (Generator) era um que passava as vezes. Lembro da minha alegria quando eu consegui grava-lo pela primeira vez, assisti a fita umas 200 vezes depois. Da saudade dessa época, era tudo bem mais difícil, mas era tão boa a sensação de conseguir um material da banda que você curtia.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Zines de ontem e de hoje

Estava procurando um texto nas minhas coisas esses dias, e sem querer me deparei com dois zines que tenho guardado. Um é o zine Café, editado pelo meu amigo cartunista André Almeida, em 2003.

Capa do zine Café, de 2003

Este zine trazia os trabalhos de vários cartunistas, gente muito boa mesmo. Não sei ao certo quantas edições o André conseguiu rodar, mas eu tenho duas guardadas aqui.



Quadrinhos de André Almeida no zine Café, de 2003


O outro zine é um que rola aqui em Bragança atualmente, o Espaço Edith Zine, editado pelo vocalista e guitarristas da banda Leptospirose, Quique Brown.

Capa da edição n° 03 do Edith Zine, de 2007

O Edith é praticamente uma revista underground, traz entrevistas e informações sobre a cena independente da região bragantina, além de quadrinhos, resenhas e colunas. A capa dessa edição traz uma entrevista com Marcos Motossiera, vocalista da banda uruguaia Motossiera.


Eduth Zine, de 2007

Se por acaso você chegou até aqui, e tem algum zine ou e-zine que gostaria de divulgar, deixe o link nos comentários, ou mande um e-mail para o endereço que está ali no perfil, que a gente posta e divulga aqui.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Somente fogos de artifício iluminarão o céu a noite

Eu sei que já faz um certo tempo (o clip é de outubro de 2007), mas vale a pena falar sobre ele. Este clip do Keane (The Night Sky) foi feito por crianças da organização War Child (Organização britânica que presta assistência às crianças de países devastados pela guerra); a letra retrata a visão da guerra sob a perspectiva de crianças que viveram seus horrores.

Por que esse clip do Keane está aqui? Simples. Não é só por que eu gosto do som dos caras, mas por que me irrita profundamente quando alguém fala mal da cidade ou do país em que mora ou onde cresceu. Querendo ou não, esse lugar ajudou a construir o seu caráter, a pessoa que você é hoje. E nós deveríamos nos sentir aliviados, porque vivemos numa região sem grandes conflitos, nossas lembranças estão todas lá, seja aquela rua onde você costumava jogar bola ou aquela casa onde você passou a infância. Você pode até não morar mais lá, mas sempre que bater uma certa nostalgia, uma saudade, você pode voltar lá e relembrar.

Já as lembranças dessas crianças são todas destruídas por bombas, mísseis e pela ambição de alguns poderosos. "Ah, mas o Brasil é uma merda, com tanta corrupção e tantos problemas, terceiro mundo, os EUA é mais legal e blá blá blá". Sim, mas será que o Brasil não está assim porque nós não sabemos votar, ou por que nós somos acomodados e conformados demais?

Imagine não poder reunir os seus amigos por que a qualquer momento um míssel pode cair sobre a sua cabeça, ou ver um bombardeio destruir aquele lugar que guarda as suas melhores lembranças? Como diz uma parte da letra desse som, " Oh o que eu daria para esperar no ponto de ônibus, ou folhear os livros em uma livraria, para dormir e sempre estar calmo" Assistam o clip, a letra em inglês está aqui, e a letra traduzida está aqui.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Primeiros contatos

Confesso que comecei a acompanhar com certo atraso a cena independente. Meus primeiros "contatos" com ela aconteceram entre 2002 e 2003 (no auge dos meus 16, 17 anos, quando reza a lenda eu encantava os amantes do futebol com jogadas espetaculares na quadra da FESB, mas essa é outra história). Bom, voltando ao assunto, nessa época era (bem) mais difícil achar músicas de bandas independentes, mesmo com os downloads. Eu ainda não tinha internet, mas alguns amigos já tinham, e era através deles que eu ia conhecendo músicas e bandas. E a primeira que me chamou a atenção foi o Dead Fish, banda que eu escuto religiosamente todo santo dia até hoje. Ainda guardo num caderno antigo daquela época a letra de Sonho Médio (primeira música deles que eu ouvi) que o João me escreveu. É legal ver esse vídeo, e relembrar um tempo que deixou saudades.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Um papo com o mestre

Durante todos esses anos de escola, faculdade e cursos, tive muitos professores. Alguns simplesmente passaram, outros me ensinaram tanto que acabaram virando meus mestres , pessoas nas quais me inspiro até hoje. Um deles, é Orivaldo Biaggi, professor de História da Comunicação da FAAT. Incrível como um simples bato papo com ele pode se tornar uma aula, um aprendizado. Na última quarta feira foi exatamente isso que aconteceu. Numa simples conversa, falamos de contracultura, de cinema, do estilo dos diretores de cinema, de filmes antigos, de filmes recentes, de Stephen King, de música. "Aulas" como essa é que fazem valer a pena o dinheiro gasto na faculdade. Professores como o Orivaldo, que é admirado não só por mim mas por todos os alunos que já tiveram aula com ele, é que acrescentam algo na nossa formação.