quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mas será possível?

Você conhece um tal de Justin Chadwick? Pois é, o cara conseguiu reunir no mesmo filme (A Outra, que estreou no Brasil nesta semana) Scarlett Johansson e Natalie Portman, e mesmo assim, ao que parece (eu não vi, só li por ai) conseguiu fazer um filme ruim. Se ele conseguiu essa façanha, vai ter que acabar a carreira dirigindo clipes de bandas de terceira linha por ai.


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Vitrola no talo - Descendents


Punk rock, punk pop, surf music. Já ouvi muitas teorias que tentam definir o som de banda de hoje, o Descendents. Não gosto muito dessa necessidade de enquadrar todas as bandas e músicas em alguma "categoria". O fato é que independente disso, o Descendents faz um som ótimo, é uma baita banda.

Banda que, admito, eu conheci tarde, há uns 3 anos atrás através de um DVD da coleção Punk O' rama (lançada pela Epitaph) de um amigo. Imperdoável, pois o Descendents está na estrada desde o começo dos anos 80, e onde eu estava com meus ouvidos esse tempo todo?

Com o perdão do clichê pra lá de batido, mas "antes tarde do que nunca". Músicas como I'm the one, e When i get old não saem desde então do meu mp3, ou do meu winamp. Não vou me estender muito, o som dos caras fala por eles. Foi até difícil escolher um vídeo pra deixar ai, mas acabei optando por I'm the one, som que me levou a conhecer a banda.

Outros links de Descendents:
My Space

Ouça também:
When i get old
Coffe mug
Cool to be you
Thank you

sábado, 14 de junho de 2008

Fala ai


"Primeiro eles te dão um estado, depois eles te dão um governo, depois eles te dão uma família, depois eles te dão uma polícia, depois eles te dão uma gangue. Mas você quer mudar tudo, e resolve montar uma banda, porque o mundo precisa ser mudado! Mas ai o tempo passa, passa, e nada acontece! Mas ai vem o pior da história. Você vai se tornar tão mentiroso, tão corrupto, tão gordo e infeliz como eles. DIFERENÇA!!"

- Rodrigo, Dead Fish, cantando Tão Iguais em show no Circo Voador.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Os games e a violência

Jogos de video-game vêm sendo apontados como responsáveis pelas atitudes violentas de jovens

Jogar video-game, fliperama, game-boy ou qualquer tipo de jogo eletrônico sempre foi algo normal, um lazer de qualquer criança e até de alguns adultos. Porém, os games sempre são apontados como responsáveis por tragédias que acontecem. Sempre que um jovem desequilibrado abre fogo numa universidade ou comete um ato insano, o discurso é sempre o mesmo. Os video-games são os culpados, pois os jogos são violentos demais, induzem as crianças/jovens/adolescentes a fazerem essas coisas. Será que isso é verdade? Será que os jogos eletrônicos exercem tamanha influência na vida de uma pessoa?


Bem, o video-game de fato tem um grande poder. Os jogos sempre foram para algumas crianças uma válvula de escape contra gozações sofridas na escola, notas baixas, fustrações da vida real. É como se os personagens dos games fossem uma espécie de "alterego" desses jovens. É natural essa identificação, principalmente nos dias de hoje. Com o avanço da tecnologia da indústria de jogos, é possível até criar um personagem, um avatar, com as suas próprias características. Se antes já era fácil se identificar com um héroi de um game, agora há a possibilidade do próprio jogador ser o protagonista.

E é nesse ponto que o video-game é apontado como vilão, quando surge a possibilidade de o protagonista no mundo virtual se passar para o mundo real. Adolescentes com dificuldades de se relacionar com outras pessoas, depressivos, com problemas familiares acabam usando essa válvula de escape que os video-games oferecem da maneira errada. Os que defendem essa tese dizem que esses jovens tornam o avatar, o personagem, uma parte de sua personalidade, o que os leva a atirar contra platéias de cinema ou colegas de escola. Alguns jogos são sim violentos, não há como negar. Games como GTA (qualificar o jogo) e Counter Strike (qualificar) contém muitas cenas violentas e bem realistas, chegaram a ser até proibidos em alguns países.

Alguns especialistas, porém, afirmam que o video-game não contribui para que esses crimes aconteçam. Pelo contrário, eles afirmam que os jogos até ajudam na formação das crianças. Assim como existem jogos violentos, também existem jogos educativos, como The Hospital, onde o jogador é o responsável por um hospital, ou mesmo jogos mais infantis.

O fato é que tudo depende da personalidade de quem joga. Existem os que repudiam os jogos violentos, os que jogam mas que são equilibrados o suficiente para saber que aquilo não passa de uma brincadeira. E existem ainda os adolescentes problemáticos citados acima, já com uma tendência violenta, que jogam video-game com outro olhar. Neste caso, não é o video-game que cria essa personalidade no adolescente, ele pode até potencializar isso, mas a característica violenta já é do jogador. Não existem teorias concretas sobre o assunto, apenas hipóteses, e essa polêmica ainda vai se estender por muito tempo. Mas não há como negar que o video-game continua sendo uma ótima opção de lazer.

Texto publicado no blog webjorsuperação, mantido pelos alunos do professor Willian Pereira de Araújo, também conhecido como Willião.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Vitrola no Talo - Nitrominds


Quatroze anos na estrada, turnês em vários países da Europa e um som com uma pegada única. Estou falando do Nitrominds, uma das bandas mais importantes da cena independente brasileira.

Formada em 1994, na cidade de Santo André, o Nitrominds foi uma das primeiras bandas independentes a fazer turnês fora do país. Além disso, também foi uma das primeiras a trazer bandas de fora tocar por aqui, como Bambix ( Holanda) Terrorgruppe ( Alemanha), D.Sailors ( Alemanha) e os americanos do Down by Law.

Não é a toa que o Nitrominds é uma das bandas brasileiras mais respeitadas e conhecidas lá fora. Os números dos caras impõem respeito: cds lançados no Brasil, EUA Canadá e Europa , além de quatro turnês pelo velho continente ( 2000, 2001, 2002 e 2003 ) uma no Canadá ( 2003) e uma na Argentina (1999).

Assisti um show deles em 2005, em que eles tocaram com os alemães do Thypoon Motor Dudes (ótima banda, que inclusive pertence ao selo dos caras, Nitroala Records). O clip ai abaixo é da música Down and Away, do cd Start your own revolution. Hardcore rápido, direto, sem frescuras e da melhor qualidade!

Ouça também:
Flowers and commom view (cláááááássica)
Star your own revolution
Bjstand and old Vienna

Outros links de Nitrominds:
Tramavirtual

sábado, 7 de junho de 2008

Mutantes, 45 anos depois



Todos sabem que a novela da Record, "Caminhos do Coração" está fazendo muito sucesso, ganhou até uma "2ª temporada". O que pouca gente sabe, é que o mote da história, e até a maioria dos mutantes, são inspirados (ou copiados?) na HQ criada por Stan Lee e Jack Kirby em setembro de 1963, chamada X-men.

Parece até bobo escrever isso, você pode se perguntar "ué, mas quem que não conhece os X-Men?". Pois é, mas eu andei lendo por ai que a novela faz sucesso porque a idéia de falar sobre mutantes é nova, revolucionária e coisas do tipo. Não é. Adaptar o formato para uma novela das oito pode até ser, mas a idéia, a história, não é. A série Heroes também segue o mesmo caminho.

Onde eu quero chegar com esse assunto? No poder que a mídia tem de "vender" seus produtos. X-men existe desde 1963, já ganhou três (razoáveis) adaptações para o cinema, e mesmo assim, a maioria da imprensa e da mídia trata Caminhos do Coração e Heroes como se fossem as primeiras produções a falar de mutantes e afins.

Não tenho nada contra a novela nem a série, não assisto nenhuma das duas, porque realmente acho que elas "chupam" demais a obra de Stan Lee, ao invés de apenas se inspirarem nela. Para fechar, isso é um exemplo de uma coisa que pertencia a um universo mais restrito (no caso, quem gosta de quadrinhos), e foi transformada em cultura de massa, jogada no horário nobre da TV, tomando proporções incríveis, hoje em dia todo mundo tem a palavra "mutante" na ponta da língua.

O que há de errado nisso? Nada, ué. Os mais puristas ficam bravos, eu fico apenas incomodado. De qualquer forma, se você se interessou pela história assistindo Heroes ou Caminhos do Coração, ou mesmo assistindo aos filmes, experimente ler uma das HQ´s dos X-Men, que é muito mais interessante.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Vitrola no Talo - Samiam


Frio, chuva, correria e dia de Vitrola no Talo. A dica de hoje também vem da Califórnia, e trata-se do Samiam. Formada no final dos anos 80, a banda ainda é um pouco desconhecida no Brasil, apesar de ter passado por aqui em 2002, numa turnê com o Garage Fuzz.

O som dos caras, alias, é indicado para dias como esse; nebulosos. É um som para ouvir ao chegar em casa cansado depois daquele dia cheio. Belas melodias, guitarras bem trabalhadas, enfim, um som para relaxar. O Samiam segue a linha de bandas como Hot Water Music e The Draft por exemplo.

Sem muito tempo para escrever hoje, mas fica ai mais uma dica. O clip abaixo é da música She found you, do cd Are freakin me out. Aqui você confere uma entrevista que o Sergie Loobkoff, guitarrista e fundador da banda, deu para o Zona Punk em 2002, na época da turnê dos caras aqui no Brasil.

Está de saco cheio? Trabalhou feito um burro o dia todo? Esqueceu de entregar aquele trabalho na faculdade? Riscaram o seu carro? Coloque um som do Samiam ai no seu winamp e relaxe.

Ouça também:
Sunshine
Ordinay Life
Dull
How Long

Outros links de Samiam
My Space

sábado, 31 de maio de 2008

Da trabalho, mas...


... é compensador! Estou finalizando a primeira fase (teórica) do meu TCC, que trata-se de um site voltado para a cena independente. Quando digo cena independente, estou me referindo a música, quadrinhos, cinema, teatro e qualquer outra manifestação artística ou ideológica.

Este já é um projeto antigo que eu tenho, cheguei a fazer um piloto dele no segundo ano de faculdade, mas agora é pra valer. Se tudo der certo, no final do ano o site já estará no ar com informações, dicas de bandas, filmes, shows, exposições, colunas, opinião, entrevistas e outras coisas.

Desde que entrei na faculdade tenho me dedicado a trabalhos voltados a cena independente, contracultura e movimentos desse tipo. Sempre me irritou o conformismo, o modismo, as tendências. O objetivo deste site é atender a quem, assim como eu, busca algo diferente, algo que passe longe da mesmice e do senso comum.

Postarei infomações aqui na Vitrola sobre o andamento do projeto sempre que possível.

Yeah!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Vitrola no Talo - Fistt


Chega a quarta-feira, e com ela mais um Vitrola no Talo. A banda de hoje é o Fistt, que vem de Jundiaí - SP trazendo um hardcore/punk rock rápido, direto e com refrões fortes.

A banda liderada por Fabiano Nick se caracteriza pelo bom humor, refletindo isso em algumas de suas letras, que também são inteligentes, belas e sutis (escute Um Herói ou Vinteum, e você entenderá o que eu quero dizer).

O primeiro cd do Fistt saiu em 1999, " “Pamim, panois, pocêis” , que traz sons como menininha e hardcore na veia. Em 2001 e 2004 vieram “Finais iguais, histórias diferentes…”, e “Vendo as coisas como você…” respectivamente. Os caras deram uma parada durante 2005, e voltaram com tudo no ano seguinte com um cd ao vivo gravado no Black Jack. "Viva - Ao vivo no Black Jack” traz os maiores hits do quarteto, tocados num palco baixo, com ótima troca de energia entre público e banda. O quinto trabalho sai neste ano, "“Como Fazer Inimigos…” .

O Fistt está ai para mostrar que a cena rock do interior do estado também é muito forte. Os caras já contam com mais de 600 shows na bagagem, em várias regiões do país. Vida longa ao Fistt, e ao rock do interior! O clip abaixo é da música Vinteum, que traz uma mensagem que eu aplico na minha vida desde a primeira vez que ouvi esse som. Quarta que vem tem mais.

Ouça também:
Um herói
Finais iguais, histórias diferentes
Minduim
Nada por você
Garrafas

Outros links de Fistt
Tramavirtual
Fotolog oficial

domingo, 25 de maio de 2008

E mais um dia vai embora

Bati esta foto da janela da sala do meu apartamento esses dias. Já faz algum tempo que eu vejo o sol se por dessa maneira. Alias, nem sempre é possível, nem sempre estou em casa nessa hora, e as vezes estou, mas esqueço de abrir a janela para olhar.

O tempo não para, você cresce, as coisas mudam, as responsabilidades chegam, você evolui, vai se tornando uma pessoa melhor, enfrenta dias bons e ruins, alegres e tristes, difíceis ou não.

O fato é que é que toda vez que o sol se esconde atrás daquela colina, é mais um dia que você escreveu na sua vida, é mais um capítulo da sua história, é mais uma lição que você aprendeu, é mais um obstáculo que você venceu.

Faça dos seus dias páginas boas da sua história, eu espero poder ficar velho e poder olhar o sol indo embora com o sentimento de dever cumprido. Porque como diz a música do Fistt, "Algumas coisas vão mudar, mas sua atitude vai ficar."

Você também pode ver essa e outras fotos aqui.